La demanda de tibia en centros de esquí a dos meses del invierno

A menos de dois meses para o começo da temporada de esqui, os principais centros do país já estão em ritmo de pré-venda, e o clima é de expectativa moderada. Os operadores da área notam que as reservas estão cerca de 20% abaixo do que foi registrado no ano passado. Isso se deve, em grande parte, aos altos custos das férias na montanha, que fazem muitas famílias repensarem seus planos. Contudo, a expectativa é de que, com a aproximação da abertura e a chegada do frio, a demanda comece a esquentar.

Carlos Arana, presidente da Câmara Argentina de Centros de Esqui e Montanha, comentou sobre os preços dos pases diários que variam entre $120.000 e $160.000, dependendo do local, das instalações e do momento da compra. Alguns centros estão oferecendo opções com parcelamento, enquanto outros vão manter tarifas fixas durante a temporada. Já em alguns casos, o valor muda conforme a época do inverno.

Preços nos principais centros

O centro mais caro novamente será o Cerro Catedral, em San Carlos de Bariloche, onde o ticket diário deve custar $160.000, um aumento de 39% em relação aos $115.000 que ficaram congelados durante as últimas temporadas. É importante notar que este é o centro com a maior área esquiável e serviços do país.

Em Cerro Bayo, em Villa La Angostura, a pré-venda começou com passes diários a partir de $102.800. Já o Caviahue Ski Resort está vendendo passes de quatro dias para adultos entre $367.000 e $407.000, dependendo da data de escolha. A partir de 1° de maio, os preços podem ser ajustados. Esses valores ainda variam de acordo com a idade e se a pessoa é residente.

Por sua vez, La Hoya, em Esquel, lançou um Flexipass de 5 dias por $400.000, com condições promocionais que poderão ser alteradas em maio. O Cerro Perito Moreno, em El Bolsón, está oferecendo passes diários entre $65.100 e $84.000, com previsão de aumentos graduais até a abertura, que está programada para o dia 27 de junho. Um dos centros que ainda não divulgou tarifas é o Cerro Chapelco, que espera finalizar obras de infraestrutura antes de definir seus preços.

Impacto da situação econômica

Além dos preços, o setor reconhece que a situação econômica tem um peso significativo. O esqui ainda é considerado uma atividade de custo elevado, e a diminuição do poder de compra leva muitos turistas a esperarem por promoções de última hora ou até mesmo a reduzirem os dias de esqui. Em resposta, vários centros estão buscando atrair mais visitantes com opções como passes de meio dia, flexíveis ou de quatro dias.

Enquanto isso, operadores intensificaram o marketing no Brasil, que é um mercado importante para o esqui argentino. A ideia é recuperar visitantes que, no inverno passado, optaram por outros destinos devido a uma melhor relação cambial.

Além disso, é importante observar como a Copa do Mundo de Futebol, que irá acontecer entre 11 de junho e 19 de julho, poderá afetar a temporada.

Quanto à abertura dos centros, tudo depende das condições climáticas. “Os centros devem abrir entre o final de semana de 20 de junho e 1 de julho. Isso vai depender da quantidade de neve e da temperatura, que nos permite fabricar neve. Os grandes centros já têm isso controlado, especialmente nas áreas mais baixas. Com 2º e um baixo percentual de umidade, já conseguimos fazer neve”, finalizou Arana.

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